Castramóvel diminui atendimentos em Mogi das Cruzes - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Castramóvel diminui atendimentos em Mogi das Cruzes

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O Castramóvel foi criado em outubro de 2013 e já realizou mais de três mil atendimentos. (Foto: Arquivo)

O Castramóvel foi criado em outubro de 2013 e já realizou mais de três mil atendimentos. (Foto: Arquivo)

LUCAS MELONI
Serviço idealizado para conter a superpopulação de cachorros e gatos em Mogi das Cruzes, o Castramóvel opera, desde o ano passado, com menos atendimentos. Até a metade de 2016, as visitas aos bairros para castrações eram semanais, mas os efeitos da crise econômica chegaram ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), ligado à Secretaria Municipal de Saúde, que mantém o projeto, e fizeram com que os serviços passassem a ser quinzenais. O custo elevado do deslocamento aos pontos periféricos da Cidade é apontado como a razão para a restrição.

O Castramóvel foi criado em outubro de 2013 e já realizou mais de três mil atendimentos. Ele conta com uma equipe de 13 funcionários do CCZ, sendo três médicos veterinários, que faz uma média de 100 castrações mensais. O chefe da Zoonozes, Eduardo Trigo Fernandes, explica que, desde julho de 2016, as saídas do posto móvel opera com cronograma mais espaçado. “Até julho do ano passado as saídas eram semanais, sempre aos sábados. Por causa da crise houve uma redução e acabou ficando uma saída a cada 15 dias”, comentou.

O projeto foi idealizado para atingir a população que reside nas partes periféricas de Mogi das Cruzes e que tem dificuldade em levar os bichos de estimação até o CCZ para a castração.

Não há previsão de retomada das saídas todas as semanas. A fila de espera para castrar animais no programa é de cinco meses. “A cada saída do Castramóvel são feitas 50 castrações. Por dia, aqui no CCZ, são 20. O trabalho consegue ter números mais amplos (no acumulado dos dias) e com uma equipe mais enxuta”, acrescentou Fernandes.

Nas últimas ações, o Castramóvel concentrou-se em duas populosas regiões: Jundiapeba e Botujuru.

A medida vale para cães e gatos domésticos, mas acaba resultando numa diminuição significativa da população de rua por vários aspectos (sobretudo porque as pessoas deixam de colocar nas ruas os filhotes dos animais deles), além do início do processo de microchipar os bichos. Não há uma estimativa do impacto na redução da superpopulação de animais de rua, mas a equipe ressalta que o trabalho tem efeito direto sobre esta área.

Para levar o animal ao projeto, é preciso fazer um cadastro. A pessoa vai até o CCZ, assiste a uma palestra, paga um boleto de R$ 13,02 e aguarda ser chamado. A espera é de até cinco meses. “Se vamos a uma região com muitos cadastros, ligamos antes e já avisamos que dia tal o Castramóvel passará por lá. Se não der, a pessoa vai até o Centro de Zoonoses”, contou Fernandes.

O serviço de castração é uma demanda antiga da Cidade. Ele foi implantado em outubro de 2013. O PetMóvel já vem sendo adotado por outras cidades brasileiras. Algumas foram além, como São Paulo, e criaram hospitais veterinários públicos 24 horas por dia. Chegou-se a cogitar um projeto de atendimento veterinário de urgência em Mogi, contudo, a ideia não foi aplicada.



Chips
Há pouco mais de dois anos, animais de Mogi das Cruzes passaram a receber microchips para identificação durante procedimentos feitos no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). O número de bichos com a coleira já supera os 800.

De acordo com o chefe do CCZ, Eduardo Trigo Fernandes, o volume de animais identificados é bem significativo. “Ele funciona da seguinte forma: se algum dono de animal perdê-lo pela Cidade e alguém localizá-lo e levá-lo até o Centro de Zoonoses, a gente vai conseguir identificar de quem ele é e assim será possível entrar em contato com os responsáveis”, afirmou.

O microchip não tem geolocalizador (GPS), portanto, o proprietário que tiver o cachorro ou gato microchipado não tem a certeza de rápida localização do bicho. Vai depender da boa ação de alguém que suspeite dos animais circulando pelas vias da Cidade e comunique o fato aos agentes do CCZ.

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