Fusion está ainda melhor equipado - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Fusion está ainda melhor equipado

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O Fusion sempre teve o design como um ponto positivo, principalmente com a chegada da atual geração, em 2012. E a Ford continua acreditando no potencial do produto. Tanto que apresenta sua linha 2017 com novidades discretas: ligeiras atualizações estéticas nos conjuntos óticos dianteiro e traseiro e na grade, além de ajustes nos motores. Para se manter competitivo, o modelo fabricado no México também incorporou novos equipamentos, especialmente na versão “top” Titanium AWD. Entre os novos “gadgets” do Fusion na linha 2017, os destaques são as chamadas tecnologias semiautônomas, que substituem parcialmente o trabalho do motorista. No caso do Fusion “top”, agora é item de série um assistente de frenagem autônoma com detecção de pedestres. Operado por radar e sensores, podeatuar diretamente sobre o sistema de freios para evitar atropelamentos e colisões. Outros atrativos tecnológicos são o piloto automático adaptativo com “stop & go” – que monitora e mantém uma distância segura do veículo da frente – e um sistema de estacionamento automático, em vagas paralelas ou perpendiculares à via.

Em termos de segurança, o Fusion traz ainda oito airbags, cintos de segurança traseiros infláveis, sistema de monitoramento de ponto cego, sistema de monitoramento de faixas, sistema de detecção de cansaço do motorista, monitoramento de pressão individual dos pneus no cluster, além do controle de estabilidade e tração Advance Trac. Com tudo isso, o novo Fusion obteve classificação máxima de segurança dos institutos norte-americanos National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) e do IIHS (Insurance Institute for Highway Safety).

A conectividade também foi aprimorada com a incorporação do Sync 3 com tela capacitiva de oito polegadas e acesso aos softwares de espelhamento de smartphones Apple Car Play e Android Auto. As fontes de letras e ícones do sistema estão maiores e mais fáceis de visualizar.

Esteticamente, o Fusion ainda estava “bem na foto”, de acordo com as pesquisas da marca. Por isso, a opção foi por preservar as características existentes, com discretas modernizações. A grade dianteira foi sutilmente redesenhada e passa a contar com sistema de fechamento ativo, semelhante ao adotado nos modelos de competição, para aprimorar a refrigeração do motor e a aerodinâmica. Os farois ganharam uma assinatura em LED e são full LED na versão Titanium. As lanternas foram redesenhadas, ganharam luzes em LED e estão mais amplas, agora são unidas por um friso cromado. As rodas são de 18 polegadas, com diferentes desenhos para cada versão.

Em um interior onde os acabamentos estão mais requintados, a grande novidade é que a tradicional manopla do câmbio automático dá lugar a um seletor giratório – que a marca chama de E-shifter. Lembra os seletores existentes em modelos da Jaguar e da Land Rover. Nele é possível indicar os modos Park, Drive, Reverse, Neutral e Sport – esse último, apenas nas versões com motor Ecoboost. Na versão 2.5 Flex, conta com a função

Low, que ajuda a segurar o carro em declives usando o freio-motor. O câmbio automático é sempre de seis velocidades.

Em relação aos trens de força, segundo a marca, o objetivo das alterações foi aumentar a eficiência energética do 2.0 Ecoboost turbo a gasolina, que empurra as versões SEL e Titanium, e o 2.5 aspirado flex, de 175 cv, que move a versão de entrada SE. Com redução dos atritos e outros aprimoramentos mecânicos, a Ford assegura que ambos os motores estão, em média, 7% mais em relação aos modelos da linha 2016. Para dar uma pitada a mais de esportividade, o motor 2.0 Ecoboost também ganhou oito cv de potência, passando para 248 cv.

Como a proposta do Fusion é disputar consumidores em diferentes segmentos, existem versões pensadas “na medida” para todas as demandas. No modelo 2017, o mais barato é o 2.5 Flex SE, que parte de R$ 121.500. Logo acima está versão intermediária 2.0 Ecoboost SEL, que sai por R$ 125.500. E a “top” de linha é a Ecoboost Titanium, que custa R$ 138 mil com tração dianteira. Mas existe ainda uma versão que poderia ser definida como “top do top”, que oferece tudo que um Fusion pode ter. Trata-se da 2.0 Ecoboost Titanium AWD, com tração integral, que atinge os R$ 154.500. (Luiz Humberto Pereira/AutoPress)

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Desempenho – A versão 2.0 Ecoboost Titanium AWD ganhou 8 cv em relação ao modelo anterior. Agora, são 248 cv – uma bela potência para um sedã desse porte. Mas o mais interessante é que o novo compressor faz com que 95% do torque esteja disponível já em 1.750 rpm. Para quem dirige, isso se traduz em um veículo sempre esperto em todas as faixas de giro. Nota 9



Estabilidade – A suspensão sempre foi um ponto alto do Fusion, na versão 2017, as molas foram recalibradas, para aprimorar. O modelo é equilibrado e se comporta bem em trechos sinuosos, feitos em alta velocidade. Quando é necessário, os sistemas eletrônicos também estão lá para ajudar: controle de estabilidade, de tração, assistente de partida em rampas etc. Nota 9

Interatividade – O E-shifter, comando circular que substitui a antiga manopla do câmbio, é eficiente e fácil de acionar. O posicionamento dos comandos é correto e favorece a utilização. O isolamento acústico evoluiu expressivamente, com menos ruídos e vibrações. A direção eletricamente assistida ajuda a tornar a relação com o motorista mais amistosa. E a versão “top” do Fusion oferece algumas mordomias usuais em sedãs de marcas de luxo – é possível até ligar o ar-condicionado antes de chegar ao carro, para já encontrá-lo fresquinho. Nota 8

Consumo – Segundo a Ford, os dois motores estão em média 7% mais econômicos. Segundo dados da Ford, as versões com motor 2.0 Ecoboost, movido a gasolina, fazem média de 8,6 km/l em trânsito urbano e 11,7 km/l na estrada. Já o motor 2.5 flex faz 6 km/l com etanol e 8 km/l com gasolina na cidade e 8,5 km/ com etanol e 11,3 km/l com gasolina em circuito rodoviário. Nota 7

Conforto – O Fusion sempre foi um sedã confortável e aconchegante. Os ajustes elétricos dos bancos facilitam que se ache posições agradáveis para viajar. Além disso, eles são bem projetados e proporcionam um conforto acima da média. Na versão Titanium, os bancos contam com aquecimento ou refrigeração. A suspensão absorve bem as irregularidades do piso, mas um detalhe incomoda um pouco, principalmente em trajetos com muitas lombadas. O carro é baixo e, mesmo em baixas velocidades, tende a raspar o fundo. Tal inconveniente é especialmente desagradável nas lombadas grotescas e mal projetadas que proliferam na maioria do país. Nota 8

Tecnologia – Nesse aspecto, a versão 2.0 Ecoboost Titanium AWD certamente é o melhor Fusion de todos os tempos. Vem com tudo que o sedã pode oferecer: assistente de frenagem autônoma com detecção de pedestres, piloto automático adaptativo com “stop & go”, sistema de estacionamento automático, cintos de segurança traseiros infláveis, sistema de monitoramento de ponto cego, sistema de monitoramento de faixas, sistema de detecção de cansaço do motorista, monitoramento de pressão individual dos pneus no cluster, controle de estabilidade, controle tração Advance Trac e o moderno sistema de infoentretenimento Sync 3. Chave com sensor de presença para acesso inteligente e partida sem chave, ar-condicionado automático de dupla zona com saída para os bancos traseiros, partida remota, sensor de chuva e tomada de 110V e oito airbags – frontais, laterais e, de cortina e de joelho, para motorista e passageiro – são outros itens oferecidos pelo modelo. Nota 9

Habitabilidade – Os acessos são eficientes, proporcionados pelas amplas portas. A adoção do E-shifter no lugar da antiga manopla do câmbio permitiu uma melhor ergonomia para o apoio de braços e o porta-copos do console. E a ampla área envidraçada proporciona boa visibilidade. O porta-malas leva bons 453 litros; não houve mudanças em relação ao modelo anterior. Nota 9

Acabamento – O Fusion 2017 traz mais superfícies almofadadas e revestimentos de aspecto mais sofisticado que a versão anterior. Os couros usados em boa parte do revestimento aparentam boa qualidade e os acabamentos parecem mais precisos. Nota 8

Design – Embora seu estilo já não seja mais novidade, o Fusion conseguia uma interessante combinação de sofisticação e esportividade, com seu perfil dinâmico e esportivo. O parabrisas e a coluna traseira são bastante inclinados, o que dá um design fluido que remete aos cupês. Todas essas características foram preservadas na linha 2017. A reestilização dos conjuntos óticos rejuvenesceu um pouco o design. A grade trapezoidal também foi sutilmente redesenhada e ganhou uma nova moldura. O adorno cromado tornou a traseira mais imponente e dá a impressão de que o carro é mais largo. As ponteiras de acabamento em aço inox reforçam o aspecto esportivo. No interior, também houve interessantes evoluções, que tornaram o carro mais requintado. Nota 8

Custo/benefício – A linha 2017 do Fusion começa no 2.5 Flex SE , que parte de R$ 121.500. Logo acima está a 2.0 Ecoboost SE L, que sai por R$ 125.500. Já a “top” de linha Ecoboost Titanium custa por R$ 138 mil com tração dianteira e R$ 154.500 na versão AWD, com tração integral. Longe de ser barato, o sedã consegue valores competitivos com toda a ampla faixa de concorrentes que de dispõem a encarar. Nota 6



Total – O Fusion 2.0 Ecoboost Titanium AWD obteve 81 dos 100 pontos possíveis.

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