Revelando Mogi - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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           EDITORIAL

Revelando Mogi

Editorial

Mais uma vez convidada para o Revelando São Paulo, festival de cultura popular que recebe cerca de 2,5 milhões de visitantes na Capital, a Festa do Divino Espírito de Santo de Mogi das Cruzes estará de outros registros folclóricos e religiosos destacados pelo calendário oficial de eventos do Governo do Estado. Além de Mogi das Cruzes, seis municípios são os convidados do evento neste ano.

Até domingo, um Império do Divino e alguns dos elementos mais fortes da festa mogiana poderão ser conhecidos no Parque do Trote e Mart Center, na Vila Maria, na Capital.

No final de semana, representantes dos oitos grupos de Congada e Moçambique vão se apresentar no local, reforçando um patrimônio cultural mantido por antigas famílias mineiras e cariocas que tornaram Mogi das Cruzes o endereço de um dos maiores reinados do Congo brasileiro.  

E isso se tornou possível por os cantos e danças seculares foram protegidos por congadeiros que rezavam e dançavam a devoção cristã dentro de suas casas de bairros com o César de Souza, Vila Lavínia e Braz Cubas. O número de grupos e a dedicação e organização que lhes garantiu a sobrevivência são objeto de um amplo estudo para a transformação da congada em patrimônio cultural nacional.

Dar visibilidade a essas manifestações seculares abrigadas num guarda-chuva maior, que é a Festa do Divino, tem forte significado para a projeção de Mogi das Cruzes, e também para a preservação ao que escapa do fenômeno observado pela globalização da cultura, notada em especial na música e dança, enclausuradas no modelo norte-americano, que toca no ouvido das novas gerações.

A valorização de todos os ritos e vivências encontradas na Festa do Divino (congada, Entrada dos Palmitos, folia do Divino, quermesse, rezadeiras, etc. ) também incentiva as novas gerações que responderão pelo futuro dessa manifestação tão plural.

Ter a bandeira do Divino num festival que serve de vitrine para o Estado numa Capital que recebe por ano mais de 14 milhões de turistas e possui 12 milhões de moradores é um ponto positivo para os voluntários e organizadores. Todos ajudam a defendem o espírito de comunidade que descreve essa Mogi das Cruzes que está a caminho dos 460 anos respeitando suas raízes, seu passado.

Por fim, esse tipo reconhecimento mostra que a Festa do Divino resiste ao tempo com mais acertos do que erros.

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