SW4 SRX trafega entre dois mundos - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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SW4 SRX trafega entre dois mundos

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Apesar da crise forte que assola o Brasil no mercado automotivo, a Toyota não tem o que reclamar sobre a nova geração do SW4. O SUV médio-grande registra, desde que foi lançado totalmente renovado, no final de fevereiro, 1.082 unidades emplacadas por mês. Boa parte desse sucesso vem do fato de se aproveitar do bom momento tanto para os utilitários esportivos quanto para as marcas premium. É que o SW4, apesar de não ser fabricado por uma marca de luxo – na Toyota Motor Corporation, a Lexus cumpre essa função -, tem preço competitivo frente a esse mercado em variantes de entrada, mas com recheio tecnológico superior. A estratégia “colou” e a expectativa de média entre 650 e 750 exemplares vendidos por mês foi superada com boa folga. Mérito principalmente da configuração SRX com motorização diesel, que pode ter cinco ou sete lugares e custar entre R$ 236.150 e R$ 241.550, respectivamente.

Apesar de ser construído sobre a mesma plataforma da Hilux, o SUV tem uma identidade visual própria e seu design mistura traços de elegância e sofisticação, deixando de lado a imagem mais robusta típica dos modelos com caçamba. Na frente, a grade é cromada e com barras laterais protuberantes em formato de “V” e alinhada aos faróis, que são de LED. O para-choque está mais robusto e, na lateral, a cintura do carro é enfatizada por um friso cromado até as partes inferiores da porta. Atrás, as lanternas, também em LED, traçam uma linha cromada ao longo da tampa do porta-malas. Luzes de neblina e sensores de estacionamento foram incorporados ao para-choque. Por dentro, o acabamento mistura detalhes metálicos e padrão madeira. Há dois porta-luvas, um deles refrigerado.

A lista de itens de série é farta. Há volante multifuncional e sistema de entretenimento com tela sensível ao toque de sete polegadas que exibe imagens do navegador GPS, TV digital e DVD, além de reproduzir arquivod MP3 e Bluetooth. O painel de informações tem display multifuncional colorido de 4,2 polegadas, emoldurado por duas colunas azuis, e indica o consumo de combustível, velocidade máxima, autonomia de condução, informações do áudio, navegação, temperatura exterior e até uma avaliação da condução, priorizando uma direção mais econômica.

Na configuração SRX com motor diesel, só há opção de transmissão automática de seis velocidades. O turbodiesel tem 2.8 litros e gera 177 cv de potência e 45,9 kgfm de torque, sendo também utilizado na Hilux. A capacidade off-road do SUV médio-grande foi aperfeiçoada e conta com um novo interruptor eletrônico para selecionar a tração 4X4. O novo chassi é 20% mais rígido e a carroceria tem aço de alta resistência e 66 pontos de solda a mais que a geração anterior. A suspensão também foi reforçada e itens como assistente de subida e descida, controle de tração ativo, sistema de bloqueio de diferencial traseiro, freios a disco ventilados nas quatro rodas, controle de estabilidade, assistente de reboque e sete airbags engrossam a lista de itens de segurança. (Márcio Maio/AutoPress).

  • Na versão SRX diesel, a SW4 custa salgados R$ 236 mil. (Foto: Jorge Rodrigues/AutoPress)
    Na versão SRX diesel, a SW4 custa salgados R$ 236 mil. (Foto: Jorge Rodrigues/AutoPress)
  • Na versão SRX diesel, a SW4 custa salgados R$ 236 mil. (Foto: Jorge Rodrigues/AutoPress)
    Na versão SRX diesel, a SW4 custa salgados R$ 236 mil. (Foto: Jorge Rodrigues/AutoPress)
  • Na versão SRX diesel, a SW4 custa salgados R$ 236 mil. (Foto: Jorge Rodrigues/AutoPress)
    Na versão SRX diesel, a SW4 custa salgados R$ 236 mil. (Foto: Jorge Rodrigues/AutoPress)
  • Na versão SRX diesel, a SW4 custa salgados R$ 236 mil. (Foto: Jorge Rodrigues/AutoPress)
    Na versão SRX diesel, a SW4 custa salgados R$ 236 mil. (Foto: Jorge Rodrigues/AutoPress)
  • Na versão SRX diesel, a SW4 custa salgados R$ 236 mil. (Foto: Jorge Rodrigues/AutoPress)
    Na versão SRX diesel, a SW4 custa salgados R$ 236 mil. (Foto: Jorge Rodrigues/AutoPress)

 

Ponto a ponto
Desempenho – O novo motor 2.8 litros do SW4 é o mesmo que equipa a picape Hilux, com quatro cilindros em linha, turbocompressor de geometria variável e intercooler. Disponibiliza 177 cv de potência e robustos 45,9 kgfm de torque. Os números são suficientes para mover o SUV médio-grande com boa desenvoltura na cidade ou na estrada. Há dois modos de direção: um econômico, que abranda as reações do propulsor, e o Power, que investe no vigor máximo disponibilizado pelo carro. Quando se opta pelo segundo, não há qualquer sensação de falta de força, o que surpreende em um veículo com 2,1 toneladas. Nota 9
Estabilidade – Apesar de ser pesada e alta, a SW4 faz curvas em alta velocidade com bastante eficiência e sem grandes movimentos de carroceria. Na maioria das vezes, apesar das dimensões avantajadas – são 4,79 metros de comprimento -, a impressão é a de se estar no comando de um veículo menor. O sistema de suspensão traseira melhora o equilíbrio tanto nas estradas sinuosas quanto em trechos de off-road. Nota 9
Interatividade – A transmissão automática acompanha borboletas atrás do volante, para as trocas manuais de marchas. Apesar de a unidade testada ter apenas cinco lugares – há versões com sete -, a fileira de banco traseira tem sistema de rebatimento por um toque, que diminui o esforço do usuário. O motorista conta com ajustes elétricos para encontrar a melhor posição de dirigir, chave presencial possibilita o acesso e a partida do veículo através de botões e o porta-malas tem sistema de abertura e fechamento elétrico. Mas falta um freio de estacionamento elétrico. Nota 8
Consumo – O InMetro testou a SW4 SRX com motor diesel e aferiu 9/10,5 km/l na cidade/estrada. O resultado foi 2,81 MJ/km de consumo energético e nota A na categoria e D no geral. Bom, visto que se trata de um modelo extremamente pesado. Nota 8Tecnologia – O novo chassi aumentou sua rigidez em 20% e a carroceria, com a adição de aço de alta resistência, tem 66 pontos de solda a mais que na geração anterior. Há assistente de subida e descida, controles eletrônicos de tração e estabilidade, sistema de bloqueio de diferencial traseiro, central multimídia com tela sensível ao toque de sete polegadas, GPS, TV digital e DVD. Um display multifuncional colorido de 4.2 polegadas abriga o painel de informações. São sete airbags totais e, de maneira geral, a lista de itens de série é bem farta. Nota 8
Conforto – O isolamento acústico se destaca, mas quando se exige um pouco mais do propulsor, não há milagres: o ronco forte do motor diesel invade a cabine. A suspensão filtra bem as irregularidades do piso, o espaço interno é amplo, pelo menos na configuração com cinco lugares, o sistema de climatização digital atua sobre as duas fileiras de bancos, com saídas específicas e capacidade de ajuste da intensidade. Difícil passar calor no habitáculo desta forma. Nota 8
Habitabilidade – Apesar de um tanto alta, a SW4 conta com alças que ajudam a acessar o habitáculo. O ângulo de abertura das portas é correto e facilita a entrada e a saída. Na traseira, é possível transportar três pessoas com tranquilidade e bastante bagagem no porta-malas. Porém, pela etiqueta de preço acima de R$ 235 mil, um teto panorâmico seria muito bem-vindo e ampliaria ainda mais a sensação de espaço. Nota 8Acabamento – O painel central foi rebaixado, o que inseriu mais charme ao habitáculo. Todos os materiais são suaves ao tato e detalhes metálicos e com padrão madeira estão espalhados por pontos estratégicos, como no próprio volante. Os bancos são estofados em couro e o mesmo material aparece ainda nas portas. Nota 8
Design – A SW4 ficou, em relação à geração anterior, nove centímetros mais longa, 1,5 cm mais larga e 1,5 cm mais baixa. Na frente, a grade cromada adota uma base contínua ao longo dos faróis. O para-choque tem molduras cromadas nos faróis de neblina e o perfil traz um friso cromado até as partes inferiores da porta. Soleiras laterais e spoiler traseiro conferem uma imagem ao mesmo tempo aventureira e esportiva à lateral. Na traseira, se destacam as lanternas horizontalizadas e unidas por um friso, também cromado. Nota 8
Custo/Benefício – A Toyota SW4 nunca foi barata. A versão testada, a SRX a diesel e com cinco lugares, custa impressionantes R$ 236.150. Mas a confiabilidade do conjunto do SUV médio da Toyota conta bem mais que alguns reais a menos no preço final. Consumidores que não querem gastar muito sequer cogitam modelos a diesel deste porte, que são expressivamente mais caros que os flex – nesta motorização, o SW4 parte de R$ 159.600. Nota 6Total – A Toyota SW4 SRX diesel com cinco lugares recebeu 80 pontos em 100 possíveis.

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