Tudo como antes - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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           EDITORIAL

Tudo como antes

Editorial

Vive alguns dos piores sentimentos humanos, o cidadão que chega pela manhã em casa ou no comércio e constata a invasão de seu mais caro patrimônio e o furto de equipamentos eletrônicos, móveis, objetos de uso pessoal ou do ganha-pão, no caso de a vítima ser lojista.

Esse tipo de crime caracterizado pelo arrombamento de portas e janelas costuma ocorrer à noite ou nos finais de semana, enquanto dormem a Cidade e os responsáveis pela segurança pública, Polícia Militar e Civil.

Além dos danos financeiros, essa é um das violações mais agressivas que se enfrenta porque os ladrões profanam a intimidade da vítima. Quem é lesado nessas condições sofre medo, raiva, revolta e se vê impotente. Mesmo quem investe pesado em segurança particular (vigilante, cercas elétricas, monitoramento remoto) não está livre dos criminosos, que agem na certeza de que não serão flagrados pelos atuais recursos policiais, e nem pelos serviços de inteligência policial.

Invasões são registradas nas delegacias e nos boletins eletrônicos, mas não se nota, nem mesmo o rápido cruzamento de dados sobre os pontos mais perigosos. Quantas vezes isso tem acontecido somente após as cobranças de leitores desse jornal?

Na semana passada, um trabalhador de 48 anos da Vila Jundiaí viveu essa cena, quando chegava do trabalho pela manhã e foi surpreendido com a falta da televisão, equipamentos eletrônicos e móveis.

No início dessa semana, um comerciante da Vila Oliveira foi vítima dos ladrões, que deixaram um prejuízo de R$ 100 mil em mercadorias como relógios e óculos furtados.

Esses casos foram oficializados nos registros da Polícia. Muitas vítimas, nem isso fazem. Sofrem Esses estão completamente desiludidos com os resultados das investigações.

Pela falta policiamento preventivo e ostensivo, cresce a lista das vítimas da omissão do estado, representado pelas corporações militar e também os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário que não conseguem garantir a ordem nas ruas.

A falta de resultados e a descontinuidade das políticas de segurança pública são sentidas por moradores dos extremos da Cidade, como as vilas Jundiaí e Oliveira.



Meses atrás, comerciantes da Vila Oliveira tentaram reverter a onda de arrombamentos ao pressionar as autoridades e se mobilizar entre si. Rondas extras foram prometidas e até foram vistas. Porém, meses depois, uma farmácia aqui, registra um roubo; uma loja ali, idem.

Seria interessante se a comunidade dos bairros se mantivesse em permanente estado de atenção para cobrar a continuidade das estratégias policiais. A força popular por meio da pressão direta ao vereador, ao responsável pelas administrações regionais, tem um poder esvaziado pela falta de rotina das cobranças.

E de novo caímos nas mãos de um grande opressor: à falta de um Estado competente e cumpridor de suas obrigações, mais esse encargo acaba pesando sobre os ombros do cidadão.

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