Um patrimônio da Cidade - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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           EDITORIAL

Um patrimônio da Cidade

Editorial

Aos leves sinais de recuperação do emprego registrada pela indústria e comércio, a notícia sobre a reativação da aciaria da Gerdau de Mogi das Cruzes até o mês de março produz um impacto na economia local, e serve como um alento para o início do próximo ano. A metalurgia e siderurgia movimentam a engenharia da geração de postos indiretos de trabalho e, nesse caso, trata-se de uma empresa instalada na Cidade.

A notícia que vinha circulando no chão de fábrica há algum tempo foi confirmada pela empresa, na tarde de quinta-feira, em um comunicado onde outro dado nos interessa particularmente: a contratação de 110 pessoas. Quando o setor de produção de aço foi fechado em 2016, mais de 200 trabalhadores foram demitidos, e uma pequena parte dos mogianos foi remanejada para a planta de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba.

Havia um entendimento entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e de Mogi das Cruzes que previa a recontratação dos que foram demitidos, o que poderá servir para minimizar os danos sofridos pelas famílias daqueles trabalhadores que ainda não foram reabsorvidos pelo mercado de trabalho. A informação dá esperança aos que enfrentam o desemprego, que ultrapassou a casa dos 14 milhões de brasileiros, o lado mais sombrio da crise econômica.

Essa planta produtora de aço é um dos carros-chefe da economia mogiana, desde a inauguração na década de 1960, quando Mogi das Cruzes recebeu o presidente Humberto de Alencar Castelo Branco (1900-1967) numa solenidade ainda hoje lembrada por muitos dos participantes daquele momento.

De Aços Anhanguera à Gerdau, passando pelo período da Aços Villares, a história dessa unidade com seus altos e baixos está profundamente enraizada na vida e na memória afetiva de milhares de famílias mogianas e também na transformação social e econômica da Cidade, a partir da instalação da siderurgia (a primeira delas, a Mineração Geral do Brasil, na Vila Industrial) .

As dificuldades financeiras levaram à desativação da aciaria, numa dura página da história da empresa que começa a ser virada, com a decisão da Gerdau de retomar as contratações.

Os novos 110 empregos representam a metade dos postos perdidos em 2016. Não é o ideal, logicamente, mas eles confirmam a permanência desse patrimônio industrial em Mogi das Cruzes, uma boa notícia para a geração de trabalho, renda e impostos.

A decisão da Gerdau, que movimentou o mercado de ações, ontem, soma-se a outros sinais que começam a ser comemorados, como a geração de mais de mil empregos (segundo dados do Ciesp) entre janeiro e outubro, num quadro oposto ao vivido em 2016. No geral, esses novos postos não melhoram expressivamente os indicadores, porque as nossas perdas foram muitas, mas não deixam de ser um motivo para se ter esperanças em um 2018 melhor para todos.

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