Universitários de Mogi constroem bicicleta movida a ar comprimido - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Universitários de Mogi constroem bicicleta movida a ar comprimido

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A bicicleta é o TCC dos estudantes. (Foto: Eisner Soares)

A bicicleta é o TCC dos estudantes. (Foto: Eisner Soares)

Com a preocupação ambiental cada vez mais evidente, novas formas de locomoção que respeitem o meio ambiente têm sido criadas e testadas. Um grupo de estudantes de Engenharia Mecânica da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), por exemplo, produziu uma bicicleta de ar comprimido que não precisa de reabastecimento e nem gera danos ao ecossistema. O protótipo do veículo poderá ser aperfeiçoado para competir com as bicicletas elétricas, verdadeiro fenômeno em alguns países.

Carlos Eduardo de Oliveira Loureiro, de 26 anos, Bruno Luiz Silva Souza, 25, Luiliu Bento da Silva, 29, Cícero Alexandre Alencar, 27, e Renan Mufalo, 26, são alunos do último semestre de Engenharia Mecânica e vão apresentar o projeto à banca avaliadora como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da graduação. A avaliação estava marcada para o fim da semana passada, mas por causa da suspensão das atividades acadêmicas em decorrência do acidente com universitários na Mogi-Bertioga (SP-98), foi transferida para o início da semana que vem.

A ideia dos garotos é bem simples: conseguir um meio de transporte ecologicamente correto com potencial de desenvolvimento de velocidade e autonomia a partir de materiais simples e leves. Tudo, entretanto, precisa ter um início. E tem um custo, claro. O início foi adaptar uma bicicleta comum e colocar nela um cilindro dínamo e uma bateria. Os itens são de metal. A empreitada custou R$ 600,00. Com isso, a bicicleta passou a pesar 35 quilos.

“A nossa intenção com esse protótipo foi baseada em pesquisas para avaliar o rendimento e autonomia de veículos deste tipo. Por causa do cilindro, a própria bicicleta capta o ar e transforma em energia para movimentar o veículo. O bom é que não gera passivo ambiental algum”, disse Loureiro.

Para os jovens, o protótipo pode ser viável comercialmente, desde que feitas algumas adaptações, e pode concorrer diretamente com as bicicletas elétricas. “Fizemos com itens de metal, que são mais pesados, mas se colocados cilindros de alumínio, a resposta pode ser ainda mais eficiente porque o desempenho será proporcionalmente maior ao peso menor exercido pela bicicleta. O principal ponto positivo desta bicicleta em detrimento da elétrica é que não é preciso parar para carregar. Nem todas as cidades estão adaptadas com pontos de recarga”, acrescentou Carlos.

A autonomia do veículo é de 50 metros, mas segundo os estudantes, com pesquisas e testes mais aprofundados, o veículo estaria apto para distâncias bem maiores.

O uso de bicicletas como as elétricas está em crescimento contínuo pelo mundo, aponta a projeção de vendas feita pela Pike Research. Entre 2010 e 2016, a América Latina deve registrar a venda, pela internet, de 500 mil bicicletas elétricas. Na América do Norte, o número pode chegar a 2,5 milhões de unidades. Não há levantamento que mostre projeções com bicicletas de ar comprimido porque quase todas são protótipos e não há modelos comercializados.

LUCAS MELONI



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